Jovens que assistem muita televisão apresentam redução da massa óssea

Assistir muitas horas de televisão não é recomendável para a saúde cardiovascular. Um estudo australiano avalia se este comportamento em crianças e adolescentes também tem impacto negativo sobre a formação óssea. 

Assistir TV é um excelente marcador de atividade sedentária. Diversos estudos já mostraram o impacto negativo das muitas horas sentadas na frente de uma televisão para diversos problemas metabólicos e cardiovasculares. Mas será que excesso de TV, na infância e adolescência, também pode ser prejudicial para a constituição da massa óssea. Vale lembrar que o pico da massa óssea obtido no início da vida é importante preditor do risco de osteoporose na velhice. Se há menos osso formado quando somos jovens, maior será nosso risco de osteoporose e fraturas após os 60 anos. A resposta desde já é sim.

Um estudo realizado por pesquisadores australianos avaliou longitudinalmente a relação entre o tipo de comportamento na frente de uma televisão, durante a infância e adolescência e pico de massa óssea na idade de 20 anos. As horas assistindo televisão por semana foram registradas pelos pais ou auto-relatadas por crianças de 5, 8, 10, e adolescentes de 14, 17 e 20 anos de idade, num total de 1.181 participantes. A massa óssea foi mensurada por densitometria óssea aos 20 anos de idade. As análises levaram em conta outros fatores importantes, tais como altura, massa corporal, nível de atividade física, uso de álcool e cigarro, e ingestão de cálcio. Considerando um tempo de 14 horas por semana, os pesquisadores classificaram os jovens como usuários infrequentes de TV (20%) ou usuários frequentes (44.4%). Os resultados mostram que tanto para as meninas quanto para os meninos houve redução da massa óssea entre os jovens que passavam mais tempo assistindo TV.

As explicações podem estar nos comportamentos pouco saudáveis que acompanham uma longa jornada assistindo TV, ou seja, o consumo de alimentos inadequados, como gorduras e refrigerantes que por si só prejudicam a formação dos ossos. Claro que estando na frente da TV a criança ou o adolescente não está fazendo atividades físicas que promovem o desenvolvimento da massa óssea. Finalmente, ficar na frente da TV se assemelha um pouco com permanecer no leito acamado: favorece a reabsorção óssea. Um dado, no entanto, chama a atenção. A atividade física não parece amenizar os efeitos negativos das muitas horas de TV sobre a massa óssea. Pelo jeito os jovens vão reclamar que está cada vez mais difícil ficar morgando na frente da TV.

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